terça-feira, 25 de agosto de 2009

1 - TUDO TEM UM INICIO OU UM ETERNO MEIO SEM FIM

Em algum momento nossas culpas nos levam a tentativas desesperadas de parar o tempo. Estou agora aqui parado diante desse precipício. O vento bate meu rosto, o calor do verão tropical, deixa o vento quase que como um sopro de Deus, acalmando a alma. Mas ainda penso em pular. As águas do mar azul batem nas pedras de forma feroz, com se tentassem rachar a base solidada daquele gigante de pedra.

Nesse momento vejo que é uma tentativa inútil, seria um suicídio para uma pessoa normal, mas para mim talvez machucasse, mas novamente eu me levantaria e tentaria inutilmente por diversas vezes. E seria como uma alma perdida que nunca conseguiria se matar. Que idiotice, eu sou uma alma perdida! Nem se quer tenho alma. Aquela que eu tinha foi levada pela simples vontade de ser eterno.

Ultimamente tenho passado os dias querendo um fim. Não era assim, a idéia de eternidade era como o doce do mel, suculento e cheio de força, alimentava todo o meu ser por saber que nenhuma mutação humana, e imperfeições fossem me atingir, até o momento em que me vi só. Tudo que eu chegava perto partia ou morria. E com isso a eternidade passou a ser marteladas dentro da minha cabeça.

Desisti da idéia infundada de refutar-me da vida, essa que agora tem um ar sobrenatural, coisa que nem sempre foi assim. Agora estou certo de que nada vai adiantar, e aceitar o que eu sou e minha existência agora vai demandar tempo. Talvez tudo mude e eu consiga superar as perdas, acho que melhor seria eu me voltar pra uma caverna, quem saiba aqui onde o mar bate, por baixo dessa criatura inerte, tenha uma caverna, o que pode incomodar é a fome, mas, talvez, até isso meu corpo também possa superar.